sábado, 3 de setembro de 2016

Atletas e confederações temem "vacas magras" para esporte após Rio-2016! !fonte uol

A alegria do atirador Felipe Wu contrasta com sua preocupação. Ele conquistou há pouco mais de duas semanas a primeira medalha do Brasil nos Jogos Olímpicos de 2016: prata do tiro esportivo. Ainda celebra seu feito. Mesmo assim, no mês que vem, deixa de receber do governo federal a bolsa que representa cerca de 70% de sua renda como esportista. Não sabe quando voltará a recebê-la.
“O pagamento da Bolsa Pódio [programa do qual ele é beneficiário] acaba agora, independentemente do meu resultado”, disse ele. “Eu simplesmente não sei o que vai acontecer. Nem eu nem os outros atletas.”
O Bolsa Pódio pagou até R$ 15 mil por mês a 220 atletas brasileiros para que eles buscassem medalhas na Rio-2016. O programa foi a “cereja do bolo” de um plano de investimento recorde que aportou mais de R$ 3 bilhões em recursos públicos e de estatais no esporte olímpico nacional, de 2012 a 2016.
O valor foi 50% maior do que os cerca de R$ 2 bilhões investidos no ciclo olímpico passado, de 2008 a 2012. Foi tão grande devido ao objetivo do governo de fazer bonito nos primeiros Jogos Olímpicos realizados em casa.
Acontece que as competições acabaram no domingo (21). E, com o fim delas, veio a apreensão e o temor pela volta dos tempos de “vacas magras”.
“Estamos todos muito preocupados”, afirmou o presidente Alaor Azevedo, presidente da Confederação Brasileira de Tênis de Mesa. “Metade do orçamento de nossa confederação depende do investimento direto do governo. Estamos aguardando para saber se esse dinheiro continuará chegando.”
“Estão todos aguardando”, ratificou o presidente da Confederação Brasileira de Levantamento de Peso, Enrique Monteiro Dias. “Nós ainda temos um patrocínio da Petrobras [estatal] até o final do ano. A partir daí tudo vai depender do plano do governo para os esportes olímpicos. Esse plano não está claro.”

Economia e momento político não ajudam

Segundo presidentes de confederações e atletas, a definição do plano de investimentos no esporte olímpico depende principalmente da situação econômica e política do país. Com o Brasil em recessão, é esperado que empresas estatais, grandes patrocinadoras do esporte, reduzam o valor destinado ao apoio a atletas.
Dirigentes esportivos também se preocupam com a instabilidade política e suas consequências sobre Ministério do Esporte. Alguns preocupam-se com a possibilidade de a pasta ser extinta após o fim da Paraolimpíada. Temem também um corte na verba destinada ao esporte por conta de decisões do governo.
Em junho, o ministro Leonardo Picciani, já suspendeu um edital de R$ 150 milhões que visava justamente a distribuir recursos a entidades ligadas ao esporte para garantir a continuidade de seus projetos após o fim da Rio-2016. No domingo, Picciani afirmou que o edital será relançado.

Meta é manter recursos

Picciani concedeu uma entrevista coletiva no último dia da Olimpíada. Foi questionado sobre as perspectivas de investimento para a preparação de atletas para Tóquio-2020. Disse que a intenção do governo é manter o valor dos investimentos públicos no esporte olímpico e aprimorar programas.
“A Olimpíada mostrou a necessidade de planejamento, de atletas disputarem provas em todos os continentes, frente aos melhores do mundo, para obterem bons resultados”, disse ele. “Vamos fazer uma análise detalhada dos programas do ministério, mas queremos ter um desempenho ainda melhor em Tóquio.”
Picciani também ressaltou que recessão econômica do país ainda é um problema a ser superado. “A gente precisa que a economia cresça para poder investir”, afirmou. 
Luiz Lima, secretário nacional de Alto Rendimento do Ministério do Esporte, confirmou que convívio entre o esporte e a crise econômica será desafiador. Ele afirmou no sábado, contudo, que o Bolsa Pódio não vai acabar. O programa será relançado ainda neste ano. “Temos que continuar com as ações que foram positivas, e o BolSa Atleta e Pódio são algumas delas”, disse.

quinta-feira, 1 de setembro de 2016

SUCESSÃO PRESIDENCIAL NA CBBOXE! QUEM SERIA O SEU CANDIDATO?

HOJE SÃO POUCOS OS NOME QUE PODERIA ASSUMIR ESTE CARGO TÃO IMPORTANTE.
 TEM ATÉ GRANDES NOMES , AGORA  QUEM SERIA ! ACHAMOS QUE TEM PESSOAS BEM INTENCIONADOS QUERENDO ASSUMIR ESTA PASTA MAS SENDO ORIENTADO POR MAUS ELEMENTOS..
HOJE TODOS SÃO BONS, DEPOIS QUE O ATUAL PRESIDENTE DEU OS TÍTULOS QUE O BRASIL PRECISAVA.
PIOR QUE  TEM PESSOA QUE JÁ TIVERAM LA , ESTÃO COMENTANDO MAU SOBRE A CONQUISTA É MOLE , QUE MORAL ESTAS PESSOAS TEM PRA FALAR,. DA ATUAL REALIDADE DO PUGILISMO NACIONAL.

Rio 2016: mais uma etapa cumprida!fonte site da cbboxe

Dentre as 41 modalidades em que o Brasil foi representado na Rio 2016, o Boxe figurou entre as sete que conquistaram a medalha de Ouro. Em toda a história olímpica do esporte brasileiro, apenas 11 modalidades alcançaram o tão sonhado lugar mais alto do pódio. O Boxe se tornou, em 2016, uma delas.

Não é difícil notar que o Boxe do Brasil tem caminhado a passos largos em seu desenvolvimento. O que não foi possível alcançar em 44 anos, tempo em que o Boxe do Brasil não conquistou medalhas em Jogos Olímpicos, em apenas oito anos de trabalho duro voltamos a subir no pódio olímpico.

Em Londres 2012 conquistamos dois espetaculares Bronzes com Adriana Araujo e Yamaguchi Falcão; uma maravilhosa Prata com Esquiva Falcão; até que, finalmente, chegamos ao nosso principal objetivo: alcançar o topo do esporte mundial. Esta vitória veio dos punhos de Robson Conceição, em uma conquista incontestável e espetacular.

A trajetória de evolução de Robson Conceição vem desde que entrou para a Seleção Brasileira de Boxe há pelo menos dez anos. Nos Jogos Olímpicos de Pequim 2008 e nos de Londres 2012, Robson ganhou a experiência de subir no ringue e enfrentar grandes atletas, que o venceram na estreia.

Dos nove atletas que representaram o Boxe do Brasil na Rio 2016, cinco deles participaram pela primeira vez de uma edição dos Jogos Olímpicos: Patrick Lourenço (49kg), Joedison de Jesus (64kg), Michel Borges (81kg), Juan Nogueira (91kg) e Andreia Bandeira (75kg). Quatro deles estrearam com vitória.

O primeiro deles, Patrick Lourenço, estreou contra um excepcional atleta, o colombiano Yourbejen Martinez. Ele chegou à final olímpica após vencer o primeiro do ranking mundial, o cubano Joahnis Peres na semifinal. Martinez conquistou a medalha de Prata. Com certeza uma experiência única, que servirá para o desenvolvimento de Patrick Lourenço como atleta.

Joedison de Jesus (64kg) estreou em Jogos Olímpicos com vitória. Aos 22 anos de idade, o talentoso “Chocolate”, como é conhecido no mundo do Boxe, enfrentou um atleta sete anos mais velho e quinto melhor do mundo no ranking da AIBA. Em uma luta disputadíssima, Joedison venceu o argelino Abdelkader Chadi por decisão dividida. Vale lembrar que Chadi também é o segundo melhor colocado no ranking da liga profissional da AIBA - AIBA Pro Boxing. Em seu segundo desafio, encarou o turco Batuhan Goszec. Joedison, que já havia obtido uma grande vitória, acabou eliminado nas oitavas de finais da Rio 2016. Joedison encerrou sua participação nos Jogos na 9ª colocação.

Michel Borges (81kg) não se intimidou frente ao desafio de sua estreia olímpica. Pela primeira vez na história, a AIBA aprovou a participação de boxeadores profissionais em Jogos Olímpicos. Três atletas profissionais se classificaram para a Rio 2016. Um deles era Hassan Ndam, ex-campeão mundial profissional. Michel estreou em Jogos Olímpicos justamente contra Ndam, de Camarões, dono de um cartel profissional de 34 vitórias e apenas duas derrotas.

O camaronês simplesmente não “achou” Michel em cima do ringue. Com uma movimentação excelente, Michel controlou bem a distância e não permitiu que o atleta profissional tivesse êxito em suas investidas. Venceu por decisão unânime: 3:0. Já pelas oitavas de finais, Michel encarou outra pedreira, o croata Hrvoje Sep, oitavo melhor do mundo. Mais uma vez Michel foi impecável, e venceu por decisão unânime, 3:0.

O sonho da medalha estava próximo, mas Michel encarou aquele que seria o campeão olímpico desta edição dos Jogos. O cubano tricampeão mundial, Julio Cesar La Cruz, usou de sua experiência para dominar o combate e vencer a luta.Dentre os 26 atletas que lutaram por uma das quatro medalhas possíveis na categoria até 81kg, Michel ficou na 5ª colocação.

Juan Nogueira já chegou na Rio 2016 fazendo história. Ele foi o primeiro atleta brasileiro da categoria pesado (91kg) a se classificar para uma edição dos Jogos. Em sua primeira participação na maior competição do planeta, Juan atropelou o australiano Jason Whateley. Já na segunda luta, pelas oitavas de finais, ele encarou o russo Evgeny Tischenko. Com muita raça partiu para cima do russo, que era o favorito absoluto à medalha de ouro. Dessa vez, infelizmente, o favoritismo do russo se confirmou. Entre os 18 atletas que participaram dos Jogos em sua categoria, Juan terminou na 9ª colocação.

Por fim, Andreia Bandeira foi a quinta estreante do Boxe do Brasil em Jogos Olímpicos. Venceu a primeira luta contra a excelente atleta dominicana Atheyna Bylon. Mas acabou superada nas quartas de finais pela chinesa Qian Li. Em sua primeira participação em Jogos Olímpicos, Andreia chegou muito perto de conquistar uma medalha.

Não devemos deixar de exaltar a dedicação de Robenilson de Jesus (56kg), que em sua terceira Olimpíada, representou com todas as suas forças as cores da nossa bandeira. Julião Neto (52kg) também deu o melhor de si nesta que foi a segunda vez que representou o Boxe do Brasil em Jogos Olímpicos. Adriana Araújo, que já tem o seu nome registrado na história do Boxe brasileiro, também deu o melhor de si na Rio 2016.

Encerramos a Rio 2016 com o melhor resultado do Boxe do Brasil em Jogos Olímpicos. O Ouro de Robson Conceição somada à participação dos outros atletas do Boxe demonstram que a nossa modalidade está se desenvolvendo, caminhando para um futuro ainda mais vitorioso, mais dourado do que nunca.

Certos de que estamos fechando mais um ciclo olímpico de forma vitoriosa, mais uma vez agradecemos a todos os treinadores do Brasil, que dedicam a sua vida a preparar novos atletas para participarem dos tradicionais Campeonatos Brasileiros Feminino e Masculino. Somos gratos a toda a equipe técnica, atletas e colaboradores da CBBoxe que batalharam muito para que essa vitória fosse possível. 

O objetivo agora é trabalhar duro para que em Tóquio 2020, o Boxe do Brasil continue proporcionando momentos espetaculares para o povo brasileiro. Nossos atletas chegarão em Tóquio mais fortes, experientes, e agora com a certeza de que conquistar a medalha de Ouro olímpica deixou de ser apenas um sonho distante.

PARABÉNS PROFESSOR DE EDUCAÇÃO FÍSICA EM ESPECIAL O QUE TRABALHAR NO BOXE


​Um planejamento estratégico estruturado para o desenvolvimento do boxe no Brasil precisa equilibrar a base (projetos sociais e iniciação esportiva) com o alto rendimento (competições nacionais e internacionais).

Dividindo as diretrizes propostas pelos seus quatro pilares fundamentais — Instalação, Fomento, Capacitação e Intercâmbio —, temos o segui...